Roer unha faz muito mal, alertam especialistas

Mulher roendo unhass

 

Vício está ligado ao estresse e pode causar sérias infecções, deformações e até a perda da unha.

O hábito de roer unhas não é tão inofensivo quanto parece. A mania pode causar infecções,encravamento, deformações e até a perda da unha. O vício geralmente é adquirido na infância e está ligado ao estresse. A ajuda psicológica é uma das alternativas para acabar com o problema, que também pode ser tratado com antidepressivos em casos de disfunções neurológicas.

 

A mania de roer unha é adotada como uma tentativa de fugir de situações estressantes,explica a psicóloga Kellen Escaraboto. “A ansiedade desencadeia esse tipo de reação. Assim como tem gente que busca essa fuga na comida, nas compras e em outros hábitos”, exemplifica.

 

A psicóloga afirma que o hábito geralmente é adquirido na infância. “É muito raro alguém desenvolver esse comportamento na fase adulta”, diz. Kellen esclarece que crianças cujos pais roam unhas podem adotar o hábito como modelo. “É comum os filhos observarem e repetirem coisas que estejam acostumados a ver em casa”, destaca.

 

Velhos truques como passar pimenta ou substâncias amargas nos dedos das crianças não resolvem o problema, na opinião da psicóloga. “É como se a criança estivesse sendo punida por fazer algo errado. Entretanto, é importante verificar o que está desencadeando esse hábito e ver quais são as situações de estresse que a criança está passando. Caso contrário, ela pode até parar de roer unha momentaneamente por causa da pimenta. Mas são grandes as chances de voltar a fazer isso quando estiver estressada ou adquirir outros hábitos prejudiciais, como comer demais ou arrancar cabelos, por exemplo”, argumenta Kellen.

 

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Segundo ela, a psicoterapia comportamental é uma forma de resolver o problema, principalmente na infância. “Existem técnicas específicas que são indicadas com sucesso para que a pessoa pare de roer unha. Nesse processo, a criança é orientada a buscar um comportamento alternativo e a fazer outras coisa s no momento em que se sinta estressada”.

 

A psicóloga diz que os pais também recebem orientações. “Eles são fundamentais nesta fase de readaptação das crianças e são orientados a verificar em que tipo de situações a criança rói a unha e que atitude devem tomar quando isso acontecer”, revela.

 

Para os adultos, é recomendado ter sempre a mão bem cuidada. “Tanto as mulheres quanto os homens devem manter as cutículas feitas e as unhas bem cuidadas para que, dessa forma, pensem duas vezes antes de levar os dedos à boca”, orienta Kellen. Ocorre em uma situação ocasional, de estresse. O exemplo dos pais influencia. Crianças que veem os pais roendo unha podem passar a fazer o mesmo.

 

O hábito pode ser despertado na escola, com a ansiedade gerada por provas ou por discussões com amigos. Em adultos, a família, o trabalho e a situação financeira podem influenciar no desenvolvimento da mania. O paciente rói as unhas com frequência, não somente quando está ansioso, mas também em momentos de relaxamento.

 

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O hábito pode causar machucados sem que a pessoa perceba que está se automutilando. Quando o ato é causado pela ansiedade, o paciente deve identificar e tratar as causas. Quando não consegue parar sozinho, deve procurar um psicólogo. Se o paciente é diagnosticado com transtorno neurológico, é necessário buscar tratamento para descondicioná-lo de um hábito compulsivo. Em alguns casos, é receitada medicação antidepressiva, para diminuir a ansiedade.

 

Além do risco de contrair vermes e bactérias, a mania de roer unhas pode causar infecções, unha encravada e até a perda definitiva da unha, conforme alerta o dermatologista Walter Campos.

 

Segundo ele, ao levar constantemente o dedo à boca, a pessoa cria um ambiente favorável à proliferação de fungos e bactérias. “A umidade local favorece o surgimento de infecções que podem causar dor, deformações na extensão das unha, que pode cair e, em casos extremos, perder a sua base natural e dessa forma não voltar a nascer novamente”, afirma.

 

O dermatologista diz que o tratamento para os casos de infecção é feito à base de antibióticos e antimicótico. “O tempo de tratamento varia conforme o caso. As infecções causadas por bactérias geralmente são curadas em uma semana. Já as provocadas por fungos levam até três meses para sarar.

 

Por isso é importante procurar um dermatologista para iniciar um tratamento eficaz sempre que houver dor ou infecção na pele ou na unha”, conclui.

 

Fonte: iacep.com.br

 

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