ARTIGO – As roseiras do Seu Antônio!

 

Os garotos da escola detestavam Seu Antônio. Ele morava ao lado da escola, justamente onde ficava a quadra esportiva. Volta e meia se ouvia Antônio gritando com os piás. Se caísse uma bola no seu quintal, era certo que ela estava perdida. Antônio não devolvia. Os estudantes odiavam Seu Antônio. Ninguém o cumprimentava na rua, pois sua fama era levada para casa. Não só os filhos, as famílias desprezavam o sujeito, apesar de morar desde sempre naquele local, mesmo antes da escola ser construída.

 

 

Certo dia, um menino novato trouxesse o boato de que o bairro onde moravam era reconhecido internacionalmente. Havia inclusive ganhado um prêmio no exterior. Todos se perguntaram pela razão e foram em busca da resposta. Então, a diretora da escola convocou todos os alunos e funcionários. No pátio da escola anunciou: Nosso vizinho Antônio conseguiu criar uma variedade de rosa única no planeta, a qual se tornou cobiçada por muitos colecionadores. Enquanto a diretora explicava, o zelador e três professoras já estavam espiando o quintal do vizinho. No recreio todos olhavam pelos vãos da cerca.

 

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Daquele dia em diante, as pessoas cumprimentavam “Seu” Antônio. Fizeram até uma “vaquinha” para restaurar o muro e a tela que separava a escola do quintal. Alguns até sugeriram: Para proteger as plantas, vamos levantar um grande muro! Mas, a maioria disse: Não! Como vamos enxergar as rosas dele? Nunca mais uma bola atravessou a cerca. Nunca mais houve xingamentos, de nenhum dos lados. Há um ditado popular que nos incentiva para, antes de criticar o outro, calçar as suas sandálias. É muito prático, mas pouco eficiente, tentar conduzir a vida somente sob nossa própria ótica. Somos surpreendidos quando precisamos abrir os olhos e sentir a situação das demais pessoas. Por isso, oro e peço ao Senhor: Abra os meus olhos e meu coração! Leia Tiago 4.11-12.

 

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